Sob as estrelas. A noite se despediram do portão. Ele deu as costas e seguiu. Eu ainda posso sentir o cheiro dele em meu corpo. Dormir se tornou uma tarefa difícil. Eu abria os olhos e podia ver as estrelas no teto do meu quarto. E ao fechar os olhos, era como se revivesse tudo novamente. O sereno refrescando nossos corpos. Ele estava em anestesia e eu estava em sinestesia total, sentimentos e sensações.
Era um dia quente. Ela transpirava muito, todos notavam sua alteração. Tudo aconteceu por acaso. Os olhares se cruzaram e eles se entenderam sem que nada precisasse ser dito. Foi impossível contar o tempo. Quando voltaram a si, tudo já estava em silêncio, todos haviam partido. Uma noite longa. Ela precisava de um fim. Foi estranho. Um novo dia nasceu. Eles se entenderam. Ela tinha sede. Não há porque ter pressa. Os lençóis pegavam fogo. Ele não tinha medo. Ela, medo de si própria. Se alimentavam de água e fumaça. Excessos. Entre suas diferenças, mais coisas em comum. Você entrou rápido em minha vida, e eu gostei. Os dias passam mais depressa, as noites são mais curtas ainda. Minhas pernas se renderam e estavam molhadas de alegria. Talvez eu nunca mais durma novamente. Seu beijo é a morte. Doce como um veneno deve ser para atrair sua vítima. Meu portal da morte. A conexão. Tudo que os liga os mata. Não se conhecem porque não conhecem a si próprios. Ele quer tudo muito rápido, tudo muito...
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