sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Conto, ainda incompleto.

Era um dia quente. Ela transpirava muito, todos notavam sua alteração. Tudo aconteceu por acaso. Os olhares se cruzaram e eles se entenderam sem que nada precisasse ser dito. Foi impossível contar o tempo. Quando voltaram a si, tudo já estava em silêncio, todos haviam partido. Uma noite longa. Ela precisava de um fim. Foi estranho.

Um novo dia nasceu. Eles se entenderam. Ela tinha sede. Não há porque ter pressa. Os lençóis pegavam fogo. Ele não tinha medo. Ela, medo de si própria. Se alimentavam de água e fumaça.

Excessos. Entre suas diferenças, mais coisas em comum. Você entrou rápido em minha vida, e eu gostei. Os dias passam mais depressa, as noites são mais curtas ainda. Minhas pernas se renderam e estavam molhadas de alegria. Talvez eu nunca mais durma novamente. Seu beijo é a morte. Doce como um veneno deve ser para atrair sua vítima. Meu portal da morte.

A conexão. Tudo que os liga os mata. Não se conhecem porque não conhecem a si próprios. Ele quer tudo muito rápido, tudo muito intenso naquele momento. Ela não tem pressa, quer que tudo seja perfeito e a satisfaça plenamente. É uma balança tentando se equilibrar, mas ainda há muita turbulência.

Eu te odeio. Odeio por não conseguir te odiar. Odeio por você me dar exatamente o que eu preciso.

O beijo da morte. O beijo mais doce que eu já experimentei. Às vezes me entorpece e me deixa tonta. Faz perder o chão por alguns segundos. Eu acho que gosto. Gosto de me perder. Mas acho que não gosto quando me adormece com seu beijo envenenado. A entorpecência das suas veias colide com minha vontade de sentir tudo com intensidade.

Os defeitos. Ela tem o coração trancado. Sempre age com cautela quando se trata de sentimentos. Apesar de gostar de intensidade. Ele vive de excessos. Se satisfaz com curtas doses de prazer. É tudo muito rápido.

O fim. Nos encontraram no quarto. Era um cômodo tão pequeno. Iluminado apenas pela luz do sol. Uma cortina velha balançava na janela. Haviam restos de chocolate pela cama. Copos de plástico com água, metade cheio. Uma carta sobre o criado-mudo. Escrita com letras douradas.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Obviamente tudo vêm tomando uma dimensão maior. Mas ambos não querem se entregar completamente. Existem momentos que tudo é tão intenso! Não tememos nos entregar de mais. Em outra parte do tempo ficamos pisando no freio.
Como posso tentar decifrar seu medo, se nem ao menos sei qual é o meu?
Te conheço tanto e tão pouco.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Encaixe.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Eu gosto das sensações físicas que ele me faz sentir. Ficar perto dele é difícil, vontade quase incontrolável de atacá-lo. Mas coloco a cabeça no lugar e tomo juízo por nós dois. Ele acha que eu não gosto de algumas coisas, mas ele nem imagina o quanto eu ainda me seguro perto dele. Deve me achar uma chata, mas me esforço muito pra negar algumas coisas.
Vou me segurando em todos os sentidos, sexuais e emocionais. Acho que ao todo temos um encaixe legal, a companhia é agradabilíssima. Tanto pra passar horas conversando ou horas sem trocar uma palavra. E a gente ainda nem se conhece tão bem.
Ele tem o incrível poder de ser meigo comigo, sem ser grudento. Adoro quando ele se preocupa. Ao mesmo tempo ele tem picos de loucura e falta de misantropia, às vezes acho que se ele insistir só mais um pouquinho eu aceito as propostas loucas no meio da rua. Tenho certeza que eu breve eu conseguirei agradá-lo muito mais. Só acho que ainda devo ir devagar.
Na balada ele é quase meu par perfeito. Não fica grudado, dança, se diverte, interage, é simpático... Porém, eu senti ciúmes. Não contei pra ele o quanto eu senti ciúmes, nem vou... Nem eu acredito que senti ciúmes.
Ainda não sei o que o torna diferente de todos os outros, diferente de todos mesmo. Eu o vejo quase todos os dias desde o primeiro dia que ficamos e ainda não enjoei dele. É confortável. Sinto falta de certos momentos. Seria mais perfeito se tivéssemos mais privacidade.

Ele me fez esquecer em menos de 24h a paixonite que mais me machucou em toda minha vida. Em um dia meu coração sangrava, no outro eu descansava nos braços dele e depois nunca mais sofri pelo outro cara.

Me preocupo bastante com ele, mas não demonstro. Ele é grandinho, sabe o que faz e não adianta eu ficar falando. Às vezes alguma coisinha escapa, mas eu tento parecer não me importar. Não sei se é o certo. Acho que ele nem imagina o quanto eu sou prestativa, boazinha com meus amigos, etc. Até eu me assusto comigo tentando ser mais relax com ele. hahaha

Tenho certeza que nos divertiremos bastante, ainda mal tivemos oportunidades de sair pra lugares diferentes. Ele me conhece bem pouco, conhece mais meu lado normal. Que é minha fase agora, tranquila sem excessos. Menininha. Me conheceu na fase mais largada visualmente. Ele nem imagina o quão perua eu sou. Aquela que não vivia sem a unha estar impecável, ele tbm nem imagina q seja a mesma pessoa. E justamente ele repara nessas coisas.

Tá ótimo assim, faltam pequenas coisas pra ficar ainda melhor.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Quando nós ultrapassamos as pessoas que um dia admiramos. Difícil explicar o sentido da frase, mas é quando cai a popularidade daquelas pessoas que um dia foram nossa inspiração, motivo de admiração, os top do grupo. Em um dado momento eles ficam ultrapassados e chega nossa vez de caminhar.
Este é o momento que conhecemos um lado egoísta e invejoso dos, até então, amigos. A implícita vontade de dizer que estamos no caminho errado, que estamos vivendo como adolescentes e bla bla bla. Inveja da nova turma?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Me faz perder o juízo. Me faz sentir insana, cometendo erros tão adolescentes.
Seu simples toque me leva à loucura, o lugar não importa. Não importa quem está ao redor, todos os outros desaparecem. Ninguém importa.
Você se tornou meu vício, sobressaindo-se de todos os demais. De você eu tiro o aprendizado que sempre quis ter, mas sempre julguei desnecessário passar. Eu não quero colocar regras em sua vida, quero te observar, te escrever.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Docemente, me acompanhou de mãos dadas hoje.
Foi como se adivinhasse as minhas necessidades, hoje eu não queria ficar só. Seu telefonema me interrompeu o sono, alguns minutos depois caminhávamos de mãos dadas. Me trouxe até a porta, sem nenhuma razão.
O curto percurso ficou ainda mais curto, eu queria que durasse um pouco mais. Simplismente nós, de mãos dadas.
E você que dizia não ser bom pra ninguém. Agora não sei responder se foi você que me mudou ou foi eu quem mudou algo em você.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Agora é proibido, tem gosto de perigo. Eu gosto, me assanha. Estratégias e planos quase infalíveis. Assim fica tudo mais divertido. Nosso tempo sempre em contagem regressiva. O relógio é inimigo, o telefone não pode tocar. Você sobe pela janela e eu preciso abafar meus gritos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Não me jogue suas juras do portão. Eu gosto do mistério e do incerto.