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Mostrando postagens de Fevereiro, 2009

Conto, ainda incompleto.

Era um dia quente. Ela transpirava muito, todos notavam sua alteração. Tudo aconteceu por acaso. Os olhares se cruzaram e eles se entenderam sem que nada precisasse ser dito. Foi impossível contar o tempo. Quando voltaram a si, tudo já estava em silêncio, todos haviam partido. Uma noite longa. Ela precisava de um fim. Foi estranho.

Um novo dia nasceu. Eles se entenderam. Ela tinha sede. Não há porque ter pressa. Os lençóis pegavam fogo. Ele não tinha medo. Ela, medo de si própria. Se alimentavam de água e fumaça.

Excessos. Entre suas diferenças, mais coisas em comum. Você entrou rápido em minha vida, e eu gostei. Os dias passam mais depressa, as noites são mais curtas ainda. Minhas pernas se renderam e estavam molhadas de alegria. Talvez eu nunca mais durma novamente. Seu beijo é a morte. Doce como um veneno deve ser para atrair sua vítima. Meu portal da morte.

A conexão. Tudo que os liga os mata. Não se conhecem porque não conhecem a si próprios. Ele quer tudo muito rápido, tudo muito i…
Obviamente tudo vêm tomando uma dimensão maior. Mas ambos não querem se entregar completamente. Existem momentos que tudo é tão intenso! Não tememos nos entregar de mais. Em outra parte do tempo ficamos pisando no freio.
Como posso tentar decifrar seu medo, se nem ao menos sei qual é o meu?
Te conheço tanto e tão pouco.
Eu gosto das sensações físicas que ele me faz sentir. Ficar perto dele é difícil, vontade quase incontrolável de atacá-lo. Mas coloco a cabeça no lugar e tomo juízo por nós dois. Ele acha que eu não gosto de algumas coisas, mas ele nem imagina o quanto eu ainda me seguro perto dele. Deve me achar uma chata, mas me esforço muito pra negar algumas coisas.
Vou me segurando em todos os sentidos, sexuais e emocionais. Acho que ao todo temos um encaixe legal, a companhia é agradabilíssima. Tanto pra passar horas conversando ou horas sem trocar uma palavra. E a gente ainda nem se conhece tão bem.
Ele tem o incrível poder de ser meigo comigo, sem ser grudento. Adoro quando ele se preocupa. Ao mesmo tempo ele tem picos de loucura e falta de misantropia, às vezes acho que se ele insistir só mais um pouquinho eu aceito as propostas loucas no meio da rua. Tenho certeza que eu breve eu conseguirei agradá-lo muito mais. Só acho que ainda devo ir devagar.
Na balada ele é quase meu par perfeito. Não fi…
Quando nós ultrapassamos as pessoas que um dia admiramos. Difícil explicar o sentido da frase, mas é quando cai a popularidade daquelas pessoas que um dia foram nossa inspiração, motivo de admiração, os top do grupo. Em um dado momento eles ficam ultrapassados e chega nossa vez de caminhar.
Este é o momento que conhecemos um lado egoísta e invejoso dos, até então, amigos. A implícita vontade de dizer que estamos no caminho errado, que estamos vivendo como adolescentes e bla bla bla. Inveja da nova turma?
Me faz perder o juízo. Me faz sentir insana, cometendo erros tão adolescentes.
Seu simples toque me leva à loucura, o lugar não importa. Não importa quem está ao redor, todos os outros desaparecem. Ninguém importa.
Você se tornou meu vício, sobressaindo-se de todos os demais. De você eu tiro o aprendizado que sempre quis ter, mas sempre julguei desnecessário passar. Eu não quero colocar regras em sua vida, quero te observar, te escrever.
Docemente, me acompanhou de mãos dadas hoje.
Foi como se adivinhasse as minhas necessidades, hoje eu não queria ficar só. Seu telefonema me interrompeu o sono, alguns minutos depois caminhávamos de mãos dadas. Me trouxe até a porta, sem nenhuma razão.
O curto percurso ficou ainda mais curto, eu queria que durasse um pouco mais. Simplismente nós, de mãos dadas.
E você que dizia não ser bom pra ninguém. Agora não sei responder se foi você que me mudou ou foi eu quem mudou algo em você.
Agora é proibido, tem gosto de perigo. Eu gosto, me assanha. Estratégias e planos quase infalíveis. Assim fica tudo mais divertido. Nosso tempo sempre em contagem regressiva. O relógio é inimigo, o telefone não pode tocar. Você sobe pela janela e eu preciso abafar meus gritos.